Diário Roacutan – O início

Este é o primeiro de uma série de posts aqui no blog sobre o meu tratamento com a Isotretinoína, mais conhecido como Roacutan, um medicamento fortíssimo que trata da acne grave, grau III ou resistente, o qual iniciei há exatos 10 dias.
Importante ressaltar que tudo o que vou escrever sobre o assunto aqui no blog é a minha experiência pessoal, o Roacutan não é um medicamento que deve ser tratado de forma leviana, muito pelo contrário, pois trata-se de um remédio sério, perigoso até se for utilizado de forma inadequada, receitado apenas para aqueles que realmente necessitem e que estejam cientes de seus efeitos colaterais e restrições que ele impõe.

Meu histórico
Eu tenho acne desde os meus 16 anos, e a pele muito oleosa, sempre fiz vários tratamentos com dermatologistas, tomei antibióticos, usei pomadas, fiz peeling, limpeza de pele, enfim, já passei por quase todos os tratamentos, e sempre fui resistente ao uso do Roacutan que alguns médicos me sugeriram, mas por ser um remédio muito forte, nunca quis “arriscar”. Com o uso do anticoncepcional correto para o meu caso (eu tomo o Yasmin), minha acne era mais controlada com algumas fases de piora nos dias que antecediam a mentruação, mas nada muito grave, o que não me incomodava em nada.

Há mais ou menos 1 ano, resolvi parar de tomar o anticoncepcional e lá pelo terceiro mês minha acne piorou demais, ela se concentrava principalmente na região das bochechas, e demoravam as vezes mais de um mês para saírem, e o pior: eram acnes extremamente doloridas. Foi quando voltei a tomar anticoncepcional e procurei minha dermatologista para tratar do meu caso, ela me receitou Azitromicina (um antibiótico forte também) e uma pomada formulada à base de peróxido de benzoila, no entanto terminei o tratamento e minha pele não melhorava de jeito nenhum. E lá vai eu, à mais uma visita ao dermatologista.

A decisão em partir para o Roacutan
Quando terminei o tratamento com a Azitromicina, sabia que se ela receitasse outro remédio também não iria adiantar em nada e eu não aguentava mais tantas idas ao dermatologistas e tantas receitas de antibióticos, ácidos, sabonetes, limpeza de pele, peeling que não iria resolver meu problema.
De acordo com o meu histórico e necessidade, ela me sugeriu o Roacutan, e me explicou sobre os riscos desse medicamento, os efeitos colaterais, as restrições que eu iria passar no decorrer do tratamento, a bateria de exames que eu teria que fazer antes e durante todo o tratamento e pediu para que eu pensasse a respeito, já me entregando a guia de exames de sangue que eu teria que levar na próxima consulta caso optasse pelo tratamento.

Pesquisei bastante sobre o assunto, li relatos de pessoas que fizeram o tratamento, assisti vídeos no Youtube, uma das principais restrições com o uso do medicamento é a gravidez, totalmente proibida até 06 meses após o tratamento e como sonho em ser mãe um dia, questionei se o uso do remédio poderia me trazer alguma consequência mesmo engravidando após esses 06 meses, o que minha médica garantiu que não, após esse período eu poderia engravidar sem nenhum risco, foi aí que resolvi encarar, feliz até por saber que finalmente iria me ver livre do problema.

Minha médica me receitou 40 mg por dia, dois comprimidos de 20 mg, após o almoço, por 5 meses e meio. Cada caixa me custou 138,70 na Drogaria São Paulo, totalizando R$ 277,40, fora a injeção de antinflamatório que eu tive que tomar antes de iniciar a dosagem, lip balm, filtro solar específico, colírio, gel nasal. Enfim… o custo é alto.

Primeiro dias de tratamento
Eu estou no 10ª dia de tratamento e já começo a sentir os primeiros efeitos colaterais: lábios ressecados, um pouco de dores musculares e o cabelo, esse sim estou amando, acabou a oleosidade excessiva que me obrigava a lavá-los todos os dias.

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Por enquanto é só isso que tenho a dizer sobre o assunto, mas mensalmente farei um post contanto como está sendo minha experiência com o tratamento.